ATENÇÃO: ANTES DE PENSAR EM QUALQUER DIETA CONSIDERE QUE O SEU ORGANISMO É ÚNICO

Existem várias dietas atualmente. Maioria das pessoas se beneficia muito com um estilo mais rico em boas gorduras e mais baixo em carboidratos. Apesar disso, não devemos esquecer o fato de que cada indivíduo possui um conjunto exclusivo de características. Cada um de nós possui necessidades diferentes, ainda que tenhamos a mesma fisiologia. Por exemplo, todos precisamos de água e nutrientes, o que varia é a quantia requerida de cada um deles. Pode parecer um exemplo bobo, mas muitas vezes isso é ignorado. Basta pensarmos na típica situação em que uma pessoa bastante influente (geralmente alguém com o corpo em forma) é questionada sobre sua dieta. Por vezes o plano alimentar dessa pessoa será "imitado", e é aí onde as coisas podem não sair como o planejado.

 

APRENDA A CONHECER O PRÓPRIO CORPO

O seu corpo diz muito sobre sua saúde, seja esteticamente ou através de outros sinais, por isso é necessário que você se habitue a escutá-lo. Caso esteja numa dieta considerada saudável, seja lá qual for, e mesmo assim sofrendo com falta de energia, ganho de peso, baixo peso, ou quaisquer outros problemas, você precisa repensar o seu plano. É claro que existem recomendações básicas sobre saúde que provavelmente nunca mudarão, como evitar ao máximo o consumo de ultraprocessados, transgênicos e açúcares refinados, por exemplo. O problema é que daí pra frente existem muitas variações.

A espécie humana é realmente extraordinária, somos tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo, e esse último tem um peso considerável. Todos as recomendações embasadas em estudos merecem uma chance, mas isso não significa necessariamente que todas te servirão. Por isso existem tantas recomendações divergentes e tantas dietas pipocando de todos os lados. O grande problema é querer achar uma solução única, de modo a enquadrar todos numa mesma dieta. Adquira sempre mais conhecimento e faça testes em si mesmo(a) a fim de encontrar o seu ideal.

Importante destacar aqui que estamos falando de recomendações dietéticas embasadas na ciência e que façam, no mínimo, algum sentido. Muito diferente das soluções milagrosas que também surgem de todos os lados a fim de ludibriar a população. Isso equivale a coisas como "tome a pílula do emagrecimento", "fique forte sem fazer esforço" e por aí vai. Esse tipo de coisa você deve pular fora, é uma furada!


OBSERVAÇÃO

O nível de sensibilidade a certos componentes alimentares, como, por exemplo, glúten e lectinas, possivelmente também se explique pela individualidade biológica.


 

DESVENDAR O SEU TIPO DE METABOLISMO DEVE SER O PRIMEIRO PASSO

Seu corpo responde de maneira única a determinado alimento. Descobrir o seu tipo de metabolismo, bem como suas particuliaridades, é algo que te ajudará a melhorar sua saúde, além de te proporcionar maiores chances de manter o "shape" em dia. Os alimentos e seus componentes não se comportam da mesma maneira em duas pessoas com diferentes metabolismos. Isso explica por que certos alimentos saudáveis, promotores de bem estar para uns, podem, na realidade, sabotar a saúde de outros.

Em suma: não importa o quanto você tente manter uma alimentação que lhe disseram ser saudável, se ela não bater com a sua individualidade você provavelmente não alcançará 100% do seu potencial. Isso nos leva de volta ao tópico anterior: aprenda a se conhecer, não jogue tudo nos braços do seu médico ou nutricionista. Caso não se sentir bem com uma dieta "saudável" considere a possibilidade de modificá-la.

Uma vez que você desvendar como o seu metabolismo funciona e compreender suas características únicas, automaticamente escolherá alimentos que te afastam de doenças, problemas de peso, envelhecimento acelerado, etc. e finalmente tomará controle da sua saúde, em direção a uma qualidade de vida otimizada. Enquanto isso não acontecer você ficará perdido(a) em meio a uma guerra de recomendações contraditórias, a qual podemos chamar de roleta-russa dietética.

 

O QUE É METABOLISMO?

Metabolismo é a soma de todas as atividades químicas e biológicas necessárias para sustentar a vida, ou seja: nutrição, transporte, respiração, síntese, regulação, crescimento e reprodução. Todas essas atividades consomem energia – a qual retiramos do meio ambiente (ar, água, luz solar e alimentos). Manter e reproduzir a vida requer um amplo espectro de nutrientes e a quantidade necessária de cada um deles está geneticamente programada em cada um de nós, bem como a forma do organismo reagir a eles.

 

O PAPEL DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA)

O SNA contribui para determinar as necessidades nutricionais individuais. Ele é o principal regulador do metabolismo, uma vez que controla todas as atividades involuntárias, como frequência cardíaca, digestão, respiração, reparação tecidual, atividades celulares, temperatura corporal, sistema imunológico, etc.

O SNA divide-se em sistemas simpático e parassimpático e cada um tem a função de regular um conjunto distinto de atividades metabólicas. Ao passo que um deles ativa determinadas funções, o outro atua de maneira oposta sobre essas mesmas funções. Exemplos: o sistema simpático acelera o rítmo cardíaco, o parassimpático o desacelera; o sistema simpático interrompe o processo digestivo, o parassimpático o ativa. E assim o SNA cumpre seu papel como um verdadeiro maestro em todo o corpo.

Tenha sempre em mente que o equilíbrio entre simpático e parassimpático é fator crucial para uma boa saúde. A maioria das pessoas é neurologicamente mais influenciada por um ou outro sistema e os limites normais entre eles nem sempre são bem definidos, por isso as pessoas apresentam tantas características físicas, comportamentais e psicológicas diferentes, as quais podem tender para qualquer um dos lados.

A qualidade e a proporção dos nutrientes ingeridos têm influência direta sobre esse equilíbrio, ja que fortalecem um sistema e causam efeito oposto no outro. O grande desafio é descobrir qual seu sistema dominante e ingerir alimentos que estimulem majoritariamente o sistema oposto, de forma a alcançar o máximo de equilíbrio.


OBSERVAÇÃO

Enquanto que a medicina convencional enxerga o colesterol como o culpado pelos ataques cardíacos, a resposta pode, na realidade, estar em um desequilíbrio grave no SNA. Uma pessoa com um sistema parassimpático fraco submetida a uma situação de estresse agudo (a qual estimularia o sistema simpático) poderia significar a circunstância perfeita para um evento como esse. Também existem outras causas.


 

O FUTURO JÁ CHEGOU

A nutrigenômica é a ciência que estuda a interação entre alimentação, genoma e metabolismo. De cordo com ela não basta ingerir alimentos considerados saudáveis, pois sua resposta genética a eles pode não ser adequada. Existem vários indicadores de que essa interação está precária, tais como baixo nível de energia, sobrepeso, subpeso, cansaço e irritabilidade constantes, baixa concentração, dores, alergias, digestão ruim, infecções recorrentes, depressão, hipoglicemia, problemas cardiovasculares, etc. Hoje em dia também é bastante comum casos de desnutição subclínica.

O Projeto Genoma Humano, que foi lançado em 1990 e concluído em 2003 teve como missão mapear todos os genes humanos e suas interações, o que serviria como base para curar virtualmente qualquer doença. Eles não apenas perceberam que o corpo humano é composto por muito menos genes do que se acreditava, como também descobriram que esses genes não funcionam da maneira prevista.

Existia um dogma central que elevava a genética ao pedestal de algo imperativo, apoiando a teoria do determinismo absoluto. A ideia era de que éramos completamente impotentes para fazer qualquer coisa pela saúde do nosso corpo, que tudo era impulsionado pelo código genético individual com o qual nascemos. No entanto, os cientistas destruíram completamente este dogma. Você realmente tem um enorme controle sobre como sua composição genética será expressa, sendo fatores decisivos aquilo você pensa, aquilo que você come, o ar que você respira, o ambiente em que você vive, etc.

Por isso, ao invés de achar que você está condenado(a) a ter determinada doença – já que seu pai, avô, bisavô e irmãos a tiveram –, foque nos fatores externos capazes de desligar tais genes maléficos dentro do seu organismo. Na realidade, um "liga e desliga" de genes está a todo momento acontecendo dentro do nosso organismo, sempre influenciado pelos fatores previamente citados. A isso damos o nome de epigenética, que hoje sabemos ser mais importante do que a própria genética.

Em outras palavras, para nos mantermos saudáveis (ao nível máximo) precisamos nos cercar de fatores que desliguem os genes da doença e liguem os genes da saúde. Perceba que seus genes nunca mudarão (eles sempre estarão lá, os bons e os ruins). No caso dos genes maléficos, o segredo é deixá-los lá "adormecidos" durante toda a vida, e isso se torna possível através da epigenética. O oposto deve ser feito com os genes benéficos.

Em resumo, a epigenética não modifica o DNA, porém tem o poder de modular a maneira com a qual os genes (segmentos de DNA) serão expressos dentro do organismo ao longo da vida. Isso tudo é uma ótima notícia, principalmente para aqueles que apresentam histórico familiar ruim e sempre acharam não poder fazer nada a respeito.

 

UM MARCADOR LABORATORIAL DE DESTAQUE A SER OBSERVADO

Marcadores laboratoriais podem dizer muito sobre como determinado estilo alimentar está se refletindo na saúde. Aqui destacamos a insulina basal (ou insulina de jejum), um dos marcadores mais relevantes quando se trata de observar eficiência metabólica, essa por sua vez um fator de grande peso na saúde geral do organismo. 

Quanto menor for o seu valor de insulina basal melhor você estará de saúde, independente de sua estrutura física e características pessoais. Uma insulina de jejum elevada é o melhor indicativo de resistência à insulina, que está diretamente associada a triglicerídeos altos, gordura no fígado, doença cardiovascular, inflamação, diabetes tipo 2, mal de Alzheimer e várias outras condições.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e liberado na corrente sanguínea em resposta ao consumo de alimentos. Ela é essencial para que a glicose entre em nossas células para posterior utilização. Com isso, proporciona abastecimento das células e não permite que a glicemia no sangue se mantenha muito elevada.

Também é o hormônio responsável por estocar as calorias excedentes no tecido adiposo e tem papel de sinalizar a parada da lipólise (degradação de gorduras do tecido adiposo para utilização em outros tecidos) quando necessário. Quando estamos no estado alimentado, a lipólise é desnecessária, pois calorias e nutrientes estão chegando de fontes externas. A insulina basicamente tem a função de dar esse aviso.

Quando mantemos hábitos precários, como sedentarismo e alimentação rica em 'junk food', açúcares refinados e óleos vegetais ricos em ômega-6, por uma série de mecanismos, que, em geral, primeiramente levam ao maior acúmulo de gordura corporal, gera-se uma resistência à insulina em diversos tecidos, o que significa que esses tecidos passam a não mais responder adequadamente à sinalização da insulina, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina na tentativa de vencer tal resistência.

Dentro do organismo de uma pessoa que já começou a desenvolver o problema e não tomou nenhuma atitude a fim de revertê-lo ocorre uma cascata de eventos com o passar do tempo, o que aumenta cada vez vez mais a resistência à insulina, consequentemente gerando ainda mais produção de insulina, e assim por diante. Aqui podemos entender o porquê do excesso de insulina ser um sinal evidente de resistência à insulina. 

À medida em que o processo avança, o organismo entra em risco do desenvolvimento das condições anteriormente citadas. O ponto principal aqui é entender que, até certa parte do processo, o nível de glicemia pode estar dentro da normalidade, dando falsa sensação de segurança quando outros parâmetros deixam de ser analisados. Portanto da próxima vez que consultar seu médico certifique-se de pedir a ele, além do exame de glicose, o exame de insulina basal.

 

UM MARCADOR QUE PODE TE "ENGANAR" QUANDO ANALISADO ISOLADAMENTE

A glicemia de jejum é um dos marcadores mais solicitados na medicina atual, contudo vale ressaltar que esse trata-se de um exame bastante limitado, pois uma pessoa, de fato, pode ter uma glicose normal e ainda assim apresentar algum grau de resistência à insulina. Pense na glicemia elevada como um sintoma de resistência à insulina. O problema é que nem sempre esse sintoma está presente (pelo menos não durante boa parte da vida, sobretudo na juventude) e é exatamente nesse ponto onde o teste de glicose fica devendo.

Um corpo jovem com resistência à insulina consegue, na maior parte das vezes, ir dando um "jeitinho" de manter a glicemia em níveis normais (mas isso não significa que está tudo ok, apenas aparentemente). Imaginemos um indivíduo com resistência à insulina que não tome nenhuma atitude para reverter sua condição (já que muitas vezes ele nem sabe que tem o problema). Em algum momento de sua vida aquele "jeitinho" de manter a glicemia normal não será mais possível e os problemas de saúde ficarão evidentes (doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, problemas renais, etc., etc.).

Há uma grande diferença entre estar livre de doenças e estar plenamente saudável. O exame de glicemia de jejum sozinho não consegue prever com antecedência se você será um forte candidato a certas condições. Ele meio que te "pega" quando o problema já está muito avançado. Em adição, existe uma classificação que diz que se você passar de "x" de glicemia de jejum você é um diabético sem volta e que precisará de remédios para o resto da vida, e as pessoas ficam muito presas a isso. Corrigir a resistência à insulina significa ir de encontro à normalização dos níveis de glicose sanguínea.

Se você tem a glicemia dentro dos níveis normais, uma questão que você sempre deve se perguntar é a seguinte: "Minha glicemia está normal à custa de quanta insulina?". Se for à custa de muita insulina isso já não é legal, pois indica que as células já não estão respondendo corretamente à sinalização da insulina (situação de resistência à insulina, conforme elucidado no tópico anterior), o que pode acarretar problemas futuros.

 

A MEDICINA DO PRESENTE E A MEDICINA DO FUTURO

A medicina convencional da atualidade pode ser chamada de medicina "detectiva" e está muito longe de ser preventiva, como deveria. Por exemplo, pegando carona no tópico anterior, uma pessoa que foi disgnosticada com diabetes tipo 2 no auge de seus 60 anos provavelmente já carregava uma resistência à insulina há muito tempo e esse problema poderia ter sido descoberto muito antes, através de um exame simples de insulina basal. Isso permitiria mudanças estratégicas ao longo da vida dessa pessoa (relacionadas ao seu estilo de vida e hábitos alimentares), evitando o futuro aparecimento da doença.

Outro exemplo é o exame de mamografia, se analisarmos com lógica ele não previne nada, ele apenas detecta precocemente. Aí você pergunta: "mas isso não é bom?". É claro que é preferível detectar um câncer em seu começo do que em uma fase avançada. Mas isso não muda o fato de que poderíamos fazer melhor. Que tal, em vez de detectar cedo, impedir a doença de aparecer? Isso soa imensamente melhor.

O exame é importante e pode salvar vidas, mas imagina se tivéssemos mais esforços voltados à verdadeira prevenção, provavelmente esses exames detectariam menos cânceres, uma vez que as pessoas estariam mais saudáveis e com os genes da doença "dormindo". A medicina do futuro vê como prevenção ideal aquela que se inicia no útero da mãe. Ela leva em consideração os hábitos de vida, bem como os fatores externos previamente citados, os quais fazem o organismo reagir continuamente de maneira negativa ou positiva, silenciando ou expressando genes da doença ou da saúde.

Qualquer tipo de câncer, por exemplo, não começou na data em que foi descoberto, nem na semana anterior, talvez nem meses antes. Uma pessoa diagnosticada hoje provavelmente já vinha alimentando esse câncer a muitos e muitos anos até que chegou num ponto onde ele "explodiu" (que é justamente a fase onde ele foi detectado).

 

NÍVEIS BAIXOS DE INSULINA DE JEJUM ESTÃO ASSOCIADOS A MAIOR STATUS DE SAÚDE

Como vimos nos tópicos anteriores, o excesso de insulina circulante é um indicativo claro de que algo já não está indo bem, aumentando a probabilidade do desenvolvimento de doenças futuras. Dito isso, o objetivo é manter sempre baixos os níveis de insulina de jejum. Insulina de jejum muito alta é indicativo de resistência à insulina.

A insulina é um hormônio com funções importantíssimas em nosso organismo, mas que quando se torna elevada é uma pista de que as células já não estão respondendo bem à sua sinalização. A pergunta crucial é: por que as células param de responder bem à sinalização da insulina? A resposta é simples: um estilo de vida precário arrastado por anos e anos! Nesse sentido, a alimentação de baixa qualidade é um fator de grande destaque.

Existe muito debate sobre o real motivo que favorece o aparecimento desse problema em termos de alimentação. Independente disso, a melhor forma de prevení-lo é manter um estilo de vida saudável por toda vida, sobretudo no que diz respeito a alimentação – comida de verdade sempre! Em casos em que o problema já está estabelecido, a restrição de carboidratos (muitas vezes mesmo aqueles provenientes de comida de verdade) é a melhor estratégia a ser adotada rumo à recuperação.

Peça ao seu médico para te passar um exame de insulina de jejum (insulina basal). Seu nível de insulina de jejum deve estar abaixo de 5 µUI/ml, idealmente abaixo de 3 µUI/ml. Normalmente o valor de referência utilizado pelos laboratórios é de 2 µUI/ml a 28 µUI/ml, todavia tenha em mente que esse valor máximo é muito alto e que quanto menor a sua insulina basal estiver melhor será a sua saúde.

 

NUNCA IGNORE O FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DIGESTIVO!

Todo organismo é dependente de uma série de nutrientes para que possa funcionar de maneira adequada, seja lá qual for sua configuração genética (uma simples deficiência nutricional pode causar inúmeros problemas de saúde). E quem é o responsável pela absorção de nutrientes? Justamente o sistema digestivo. Independente do problema que você estiver enfrentando, atente-se primeiramente ao seu sistema digestivo. Mais do que aquilo que comemos, somos aquilo que digerimos e absorvemos.

Em uma sociedade onde o uso abusivo de medicamentos para refluxo, azia e má digestão já é uma realidade, com especial atenção aos inibidores da bomba de prótons, a função digestiva tem se tornado cada vez mais comprometida. Não seja mais uma vítima de um sistema que apenas quer domesticar a sua doença. 

Quanto à categoria de remédios destacada, se o seu problema é indigestão estomacal procure por um profissional da saúde que realmente entenda do assunto, pois muito provavelmente o que você tem é uma deficiência de ácido clorídrico no estômago (hipocloridria) e não um excesso, como você pode estar pensando.

Mas mais do que isso, o sistema digestivo também compila o intestino juntamente com sua complexa e dinâmica população de micro-organismos, a microbiota intestinal.

A saúde intestinal certamente vai além, mas antes de tudo tem papel crucial na digestão e absorção correta de nutrientes. Acompanhe também Hiperpermeabilidade intestinal: a porta de entrada para inúmeras doenças e entenda um pouco mais sobre por que a integridade do intestino é tão importante na saúde geral do organismo.  

 

DE ONDE POSSO PARTIR EM BUSCA DA MINHA DIETA IDEAL?

Primeiro de tudo, baseie sua alimentação em comida de verdade, elimine ultraprocessados. Dito isso, existe uma teoria que separa os tipos de metabolismo em três grupos: tipo proteína, tipo carboidrato e tipo misto. Dr. Wilson Rondó, especialista em medicina preventiva molecular, lançou um livro que aborda essa questão, chamado "Emagreça e apareça!", em 2007, período onde certamente a busca pela dieta "salvadora" ainda se encontrava em ascensão.

Bom, essa divisão entre tipos de metabolismo aproxima bastante o tipo de dieta que melhor funciona em cada um, mas lembre-se de que mesmo dentre os indivíduos de um mesmo grupo existem diferenças, o que só reforça o fato de que ninguém é idêntico. Abaixo os tipos metabólicos e suas respectivas características:

  • Tipo proteína: as pessoas desse grupo funcionam melhor com dietas baixas em carboidrato, mais baseadas em proteínas e gorduras boas. Geralmente possuem o ramo parassimpático dominante e uma dificuldade muito grande de se sentirem saciados (possuem apetite forte);

  • Tipo carboidrato: os indivíduos desse grupo se sentem melhor quando se alimentam majoritariamente de carboidratos. Geralmente possuem o ramo parassimpático menos ativo, apresentando relativa falta de apetite e grande tolerância a doces e carboidratos em geral;

  • Tipo misto: esse grupo pede uma mistura bem equilibrada de nutrientes, ficando em algum lugar entre os tipos proteína e carboidrato. Isso permitirá um suporte adequado em ambos os sistemas, simpático e parassimpático. Os indivíduos desse grupo normalmente apresentam apetite variável.

No livro de Dr. Rondó, mencionado, existe um questionário que irá te ajudar a descobrir o seu tipo de metabolismo. Você também pode fazer experiências em si mesmo(a) e prestar atenção em como você se sente com a alimentação designada para cada grupo. Nunca se esqueça, entretanto, de que sua melhor escolha será procurar um profissional competente e atualizado, ele solicitará os exames necessários, bem como te dará todo o suporte.


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Caso você tenha condições, aumentar o consumo de alimentos orgânicos será no mínimo vantajoso, independente de suas individualidades. A menor ingestão de toxinas e um melhor aporte de nutrientes essenciais trará benefícios a qualquer um, muitos deles observados a longo prazo. Além disso, o maior consumo de alimentos orgânicos estimula sua produção e oferta, o que favorece o bem estar de humanos, animais, plantas e todo o ecossistema (acompanhe aqui nosso artigo específico sobre produção orgânica e entenda melhor como isso, de fato, pode beneficiar não só a sua saúde como também a do planeta).


 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As informações desse artigo explicam, ao menos em parte, o motivo de tantas concepções divergentes na área da nutrição. Os seres humanos são tão parecidos e tão diferentes ao mesmo tempo, logo existem várias recomendações que se encaixam de maneira universal e muitas outras que só devem ser feitas de maneira individual. Cabe a nós, pesquisadores, estudantes, curiosos e população em geral, estarmos inteiramente cientes disso.

 

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